O crescimento da música brasileira no mercado internacional

(Foto: Reprodução/Instagram)

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O cantor Zé Vito iniciou a carreira em 2006 e logo em seguida montou sua primeira banda com dois amigos, a Sobrado 112. Desde 2013, atua em carreira solo, quando lançou o álbum “Já Carregou”, gravado no Rio de Janeiro. Ribeirão-pretano, Zé Vito nos convida a uma análise sobre a música brasileira e internacional em entrevista exclusiva ao blog Um Pequeno Jornalista.

 

Um Pequeno Jornalista: Como você vê o mercado internacional da música atualmente?

Zé Vito: O mercado internacional é bem parecido com o brasileiro, porém tem mais espaço para bandas de vários países. A questão das línguas não é tanto um problema como é no Brasil. Os europeus, por exemplo, produzem muitos festivais de World Music, englobando artistas da África, Ásia, dentre outros, mas em muitos casos, os artistas tocam em pequenas casas, mas que tem boa estrutura para a realização dos shows.

 

UPJ: Você pensa em se lançar na carreira internacional? Se já se lançou, como foi esse processo?

Z.V: Eu fiz uma viagem para a Itália em 2014. Realizei um pequeno show, participei de alguns programas de rádio, foi bem legal. Estou me programando para fazer shows do meu trabalho pela Europa em 2016. Tem que organizar tudo com muita antecedência.

 

UPJ: O mercado brasileiro atual tem talentos que irão se consolidar ou são apenas “modinhas”? Por quê?

Z.V: O mercado brasileiro passa por um dos momentos mais difíceis da história. As gravadoras e os empresários só investem em quem conseguiu se destacar sozinho, e isso é muito difícil, uma vez que o Brasil tem uma cultura de enfiar música goela abaixo nas pessoas, como é feito pelo jabá, etc. A mídia só dá atenção a quem já tem um certo destaque. Perdemos os espaços para se mostrar gente nova e desconhecida, é cada um por si dentro do universo gigante que é a internet.

Podemos observar que quem mais consegue aparecer são os filhos dos grandes artistas do passado, e também quem tem influência para conseguir se destacar. Os artistas independentes só têm a internet para conseguir se divulgar, e esse espaço é cada vez mais concorrido.

Mas temos muitos talentos que vão se consolidar, sem dúvida. Muitos deles são colocados onde estão porque tem contatos, e talvez não consigam se sustentar.

 

UPJ: Quem hoje, no mercado internacional, é sua grande inspiração?

Z.V: Difícil falar, mas eu gosto muito de Black Keys, do Jack White, Jorge Drexler, do Jose James, Keziah Jones… tem muita gente.

 

UPJ E seus planos para o futuro?

Z.V: Vou continuar a gravar meus discos, fazer meus shows, produzir bandas, tocar com os artistas. Hoje em dia, um músico tem que fazer de tudo, criar muito e nunca parar.

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