O problema de se falar o que pensa na internet

A milagrosa internet, onde tudo se procura e tudo se encontra, é abastecida insanamente todos os dias por “formadores de opinião” que estão ali simplesmente para expressar a sua indignação por algum fato do cotidiano ou para relatar algo “extraordinário” que ocorreu em suas vidas.

Do outro lado dessa leva de formadores temos os críticos ou simplesmente chamados de “público”, que acompanham esse grupo, levam para si aqueles fatos e percebem que algumas situações acontecem com todo mundo e não só com você. Pode parecer até difícil de compreender, mas quando você percebe que aquilo não acontece só com você, chegamos à conclusão que somos “pessoas normais”.

O convívio é bom até o momento que esses formadores de opinião esculacham ou minimizam alguma classe social, seja ela pela raça, sexo, profissão, salário ou qualquer outra coisa. Os críticos aceitam bem algumas piadas, mas quando desvaloriza uma classe mais “igualitária”, “sofrida” ou “menos favorecida ou reconhecida”, pipocam na internet agressores que se ofendem com o humor negro.

O novo caso dessa polêmica foi a youtuber Kéfera, em seu mais recente vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=f2WXDnx0ssg) que ela comenta sobre os presentes do amigo secreto de fim de ano. Em dado momento, ela critica quando presenteia os amigos com algum mais “chique” enquanto recebe um presente de biscuit.

Neste momento, a chuva de comentários contra a artista foi enorme, relatando que ela menospreza os artesãos e que não sabe o que trabalho que eles têm com a confecção de cada um… toda aquela conversa de defensores dos fracos e oprimidos.

A youtuber pode ter sido infeliz no seu exemplo, que era para reclamar (na internet e para a internet) dos presentes que já ganhou em amigo secreto entre família e que não gostou. O mundo virtual tem sua exposição cada vez mais vigiada pelos críticos de plantão. A conexão com esse mundo abriu portas para que as pessoas expressem seus sentimentos de uma forma mais “natural” (porque, teoricamente, essa personalidade não se aflora quando a pessoa está em público. Tudo que é feito frente a frente incomoda e retrai a pessoa, na maioria dos casos) e é o que aconteceu no caso: Kéfera abriu as portas para os “haters”.

Na internet, sua opinião pode ser expressa de sua melhor forma, mas precisamos estar cientes dos contra-ataques. Você tem o direito de opinar e eu tenho o direito de responder sua opinião. Um ciclo vicioso que nunca acaba, ou pelo menos enquanto a Kéfera (nesse caso) não se pronunciar sobre o vídeo. E nunca vai, ela já deixou claro que não se importa com quem a odeia. Mas os “haters” nunca deixarão de existir.

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