Vigilância ameaça fechar lar de idosos com quase 100 anos em Ribeirão Preto, SP

(Foto: Reprodução)

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A administração municipal de Ribeirão Preto (SP) passa por outra polêmica nesses últimos dias. O fato de agora é que a vigilância sanitária da cidade pediu para que o Lar Padre Euclides, que cuida de idosos desde 1919, passe por adequações necessárias para manter as atividades em andamento.

O problema, segundo a administração do local, é que para se adequar as novas exigências, o Lar precisaria construir outro prédio para abrigar os idosos, em uma demanda orçada em mais de R$ 1,6 milhão, o que a diretoria do Padre Euclides não pode pagar atualmente. O Ministério Público faz um repasse de quase R$ 600 mil para as despesas do local.

A administração mostrou essa semana que outros dois locais de assistência em Ribeirão deverão ser fechados por irregularidades, e as pessoas que frequentam ou moram no local deverão ir para outras instituições. Caso realmente feche as portas, o Lar Padre Euclides seria a terceira instituição interditada em menos de uma semana.

Em nota, a prefeitura se defendeu das acusações:

A Vigilância Sanitária não interditou o Lar Padre Euclides e nem suspendeu nenhuma atividade realizada na entidade.

Atendendo a uma determinação do Ministério Público, a Coordenadoria do Idoso está transferindo para outras instituições os idosos que estão na enfermaria do Lar Padre Euclides.

Há três anos, a Vigilância Sanitária constatou graves irregularidades no local, que representavam risco à saúde dos idosos. Desde então, a Vigilância e o Ministério Público aguardavam pela devida regularização, o que até o momento não foi feito.

Em reunião, o Ministério Público ofereceu recursos financeiros para a reforma da enfermaria no dia 1º de junho. A entidade, no entanto, recusou a proposta.

Todos os fatos estão documentados em ata. O papel da Vigilância Sanitária é zelar pelo cumprimento da legislação sanitária e, consequentemente, pelo bem estar da população.

Esclarecemos também que não haverá fechamento da entidade e que será dado prazo para as adequações necessárias.

 

Enquanto isso, a imprensa ribeirão-pretana é seletiva: algumas mídias foram persistentes e repercutiram o assunto de forma correta. Outros jornalistas, estes defensores da má administração municipal, “se calaram” perante o assunto e parece que o Lar não corre risco de fechar. Até o momento, o impasse não foi solucionado. Aliás, essa não-solução é mais uma para a lista imensa de pendências dessa atual prefeitura. Lamentável, para uma região que foi determinada a poucos dias como região metropolitana de Ribeirão Preto.

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