Casos de ataques a empresas de valores se arrastam no estado de São Paulo

(Foto: Reprodução)

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Ribeirão Preto, cidade do interior do estado de São Paulo, amanheceu nesta terça-feira (5) em meio ao caos e a violência. Um grupo de cerca de 20 homens invadiu e explodiu a sede de uma empresa de transporte de valores localizada na região norte da cidade. Os assaltantes utilizaram armamento pesado e explosivo para invadir o local durante a madrugada, por volta das 4h30.

Quando a Polícia Militar se aproximou do local, os suspeitos atiraram contra as viaturas e chegaram a perfurar os carros-fortes que estavam estacionados em frente ao prédio da Prosegur. A empresa informou que nenhum funcionário foi ferido no roubo e que está à disposição das autoridades durante as investigações.

Em seguida, os assaltantes utilizaram pelos menos dois veículos para fugir do local e chegaram a atirar em dois transformadores de energia da Rua Basílio Gama, o que deixou mais de 2 mil imóveis sem eletricidade. Até o final da manhã, 80% do serviço já haviam sido restabelecidos, de acordo com a CPFL.

A fuga seguiu até a Rodovia Anhanguera (SP-330), onde o grupo atirou em dois policiais militares que faziam patrulhamento no quilômetro 321. Um dos policiais foi baleado na cabeça, foi socorrido para um hospital da cidade, mas morreu na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas. O trecho foi interditado por funcionários da concessionária que administra o trecho.

(Foto: Reprodução/Facebook)

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Violência

Segundo a polícia, o grupo estava armado com revólveres de diversos calibres, desde pistolas até fuzis de numerações 556, 762, ponto 50, essa última utilizada como munição antiaérea. Além disso, vários explosivos foram detonados para arrombar o local. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de São Paulo foi chamado para retirar um explosivo que não foi detonado pelo grupo e deixado na sede da Prosegur.

Moradores próximos do local da explosão relataram que o barulho foi alto e que a movimentação nas ruas foi grande entre os suspeitos e a polícia. Os policiais pediram para que ninguém saísse de suas casas e que esperassem o dia amanhecer. Um homem que passava pelo local para ir o trabalho viu de perto os tiroteios. Pelas informações nas redes sociais, este morador foi socorrido para o Hospital das Clínicas, mas não foi divulgado o motivo de seu transporte para o hospital.

Esse tipo de ação não se restringe apenas a Ribeirão. Este ano, as cidades de Santos e Campinas foram alvos de ataques semelhantes a sede de empresas de valores. Nesses dois roubos, os suspeitos conseguiram levar o dinheiro e deixaram um rastro de destruição. Em Ribeirão, segundo a Prosegur, nenhuma quantia foi levada.

Policiais e moradores do bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto, encheram baldes com a munição e pregos utilizados pela quadrilha. O material será periciado. Os carros-fortes e a viatura dos policiais que estavam na Anhanguera também serão analisadas pela perícia. O caso deverá ser investigado em conjunto das Polícias Civil e Militar, que participaram da ação. Parte da avenida onde a empresa está localizada permanecerá interditada até o final dos trabalhos da perícia. Algumas casas precisaram ser evacuadas devido a explosão, que foi ouvida de bairros distantes da zona norte. Moradores relataram prejuízos com a explosão e tiroteios, mas até o momento não foi identificada qualquer pessoa ferida.

Além disso, tivemos em agosto de 2015 um outro grande ataque a um carro-forte na rodovia que liga Mococa a Cajuru. A abordagem deixou um segurança morto e os assaltantes ainda conseguiram libertar 37 presos que vinham em outro veículo para serem transferidos de prisão. Todos os casos relatados ainda não tiveram um desfecho e alguns presos continuam foragidos.

É uma violência sem fim, e não sabemos o que pode vir pela frente.

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