O Brasil de hoje, do passado e de um possível futuro

(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

 

31 de agosto de 2016. Este dia ficará marcado na história do Brasil como o segundo impeachment a ser realizado no país depois que a democracia foi “finalmente instalada”. Democracia que minimiza, que censura, que processa, que viola e que violenta. Isso mais parece uma ditadura.

Dilma Rousseff deu armas para que os seus inimigos pudessem atirar no escuro. Não conseguiu se defender de uma maré que vinha em sua direção para derrubar. O show de horrores na Câmara dos Deputados, que chegou a ser televisionada de forma impressionante, seria apenas uma parte de tudo aquilo que viria a acontecer.

Em meio as Olimpíadas, e próximo das Paralimpíadas, o Brasil derrubou mais um presidente por discordar das medidas que o mesmo tomou para governar o país. Os inimigos não aceitaram a derrota nas urnas em 2014, compraram o “vice-presidente decorativo” e apunhalaram a presidente de forma crucial.

Nas ruas, os movimentos se dividiam em defender o atual governo, que foi denominado como “petralhas”, e do outro lado quem era a favor do impeachment, denominado como “coxinhas”. Em seus carros monumentais e com direito a almoço com filé mignon, estes movimentos recebiam grande cobertura da mídia tendenciosa brasileira, enquanto os movimentos pró-Dilma se tornaram nota de rodapé nos telejornais.

Entretanto, a história se caminhava para o desfecho ocorrido neste dia 31. Com mais baixaria, bate boca e xingamentos, os políticos do Senado mostraram novamente a vergonha alheia e foram protagonistas de esquisitices, bizarrices e discussões. Janaína Paschoal, autora do documento que deu início ao impeachment e supostamente aliada do PSDB, chorou na sessão quando deu depoimento, mas sofreu quando não servia para mais nada. Foi abandonada pelos “aliados” e suas reclamações foram ignoradas pela imprensa.

Em meio ao impeachment, a Câmara dos Deputados afastou e cassou o mandato de Eduardo Cunha, que de aliado de Dilma passou a inimigo número 1 do atual governo. Cunha utilizou de suas artimanhas e conhecimento para pressionar e se manter até onde deu no cargo de presidente da Câmara. Felizmente, a pressão deu certo e Cunha renunciou ao mandato.

No entanto, a população que defendeu o impeachment não tem mais o que reclamar. Agora, com o “governo que eles queriam”, ninguém pode ir as ruas para reclamar da possível extinção do 13º salário, aumento de idade para aposentadoria, cortes nos benefícios trabalhistas e estudantis e um possível aumento nos combustíveis. Agora estamos no governo certo, como todos queriam (sic.).

Hoje, não sabemos onde o Brasil pode chegar. A saída do governo Dilma mostra que nossa estrutura está mais abalada do que nunca. Temos problemas em todos os setores, e a saída da presidente nem de longe é uma grande solução. O processo pode ter sido algo que dará muito certo, mas corre o grande risco de ser algo que dará muito errado. É só olharmos as perspectivas, principalmente da mídia internacional. Hoje ninguém quer investir no Brasil, pois somos considerados um golpe, uma afronta a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa (da imprensa limpa e não da imprensa marrom, essa última sendo a que domina os grandes conglomerados brasileiros) e a liberdade do ir e vir, que é algo tão simples que chega a ser engraçado. Engraçado porque vamos nos tornar uma piada, como nos tornamos quando Ryan Lotche resolveu “zuar” com o Rio de Janeiro nas Olimpíadas.

Agora, espero de verdade que possamos melhorar, pois desde 2013 caminhamos para uma grande explosão nas ruas, bem maiores do que já foram vistas. Estamos em uma estrada sem fim, sem precedentes, dentro de um túnel onde não há luz no final. É melhor começar tudo de novo, pois somo um país que ainda não deu certo.

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