Polícia Federal realiza operação e prende 11 pessoas em Ribeirão Preto, SP

(Foto: JF Pimenta)

(Foto: JF Pimenta)

 

A Polícia Federal, em sua coletiva de imprensa, esclareceu como acontecia o esquema de fraudes em licitações em Ribeirão Preto (SP). Ao menos oito vereadores foram levados coercitivamente para a PF para prestar esclarecimentos. São eles: Walter Gomes (PTB), Cícero Gomes (PMDB), Samuel Zanferdini (PSD), Bebé (PSD), Maurílio Romano (PP), Giló (PTB), Capela Novas (PPS) e Genivaldo Gomes (PSD).

De acordo com as informações, as investigações começaram depois de uma suspeita de fraude em licitação em um contrato de compra de catracas pela Coderp para a Secretaria Municipal de Educação em 2011.

Empresas de um mesmo grupo e de familiares dos suspeitos envolvidos participaram da licitação, que compraria equipamentos de informática em valor superior a R$ 24 milhões. Entretanto, não houve definição da destinação dos objetos comprados.

A Polícia também investiga a compra de apoio dos vereadores citados em esquemas da Câmara. De acordo com as investigações, as empresas eram contratadas e os funcionários eram indicados pela base de apoio na Câmara por meio de uma empresa prestadora de serviços de terceirização de mão de obra para a Prefeitura por meio da Coderp.

No entanto, essas pessoas seriam cabos eleitorais dos vereadores, custeados com recursos públicos, para a manutenção dos políticos no governo ribeirão-pretano. Com isso, um pagamento de propina acontecia a agentes públicos do Poder Executivo e Legislativo municipais em troca da contratação da empresa terceirizada, de 2012 a 2016, no valor de R$ 49 milhões.

Outra fraude encontrada foi nos serviços realizados pelo Daerp. Segundo a polícia, os contratos para renovação da rede, perfuração de poços entre outros, eram superfaturados e mais propina era paga para agentes públicos. Neste caso, os valores alcançavam R$ 84 milhões.

O último caso seria o recebimento de propina em troca da liberação de pagamento de honorários de escritório de advocacia, em detrimento de acordo judicial celebrado entre Prefeitura, Sindicato dos Servidores e escritórios, denominado como “acordo dos 28%”, que é uma diferença remuneratória em virtude de defasagens do Plano Collor.

Ao mês, a prefeitura fazia pagamentos de maneira ininterrupta de mais de R$ 1 milhão de honorários advocatícios, totalizando, desde 2012, mais de R$ 44 milhões.

A Polícia Federal ainda recolheu valores em espécie (dólares, euros e reais) em mais de R$ 320 mil, além de 12 veículos de luxo.

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