Corrupção em Ribeirão Preto ganhará novos capítulos com delação premiada

(Foto: JF Pimenta)

(Foto: JF Pimenta)

 

O ex-diretor técnico do Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), Luiz Alberto Mantilla, foi solto nessa segunda-feira (19) do Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade, após assinar junto ao Ministério Público o “instrumento preliminar” para a delação premiada. Neste caso, Mantilla dirá apenas a verdade em seus próximos depoimentos para a Polícia Federal.

Mantilla participou do esquema de corrupção na cidade após envolver empresas em seu nome e no nome da namorada para viabilizar o pagamento de propina de mais de R$ 1,5 milhão no contrato de R$ 83,9 milhões da empresa Aegea Saneamento com o Daerp. Desse montante, pelo menos R$ 1 milhão iria para Marco Antonio dos Santos, ex-superintendente da autarquia, e o restante ficaria com Mantilla.

Segundo o MP, a licitação foi fraudulenta ao beneficiar a Aegea na vitória da licitação, com superfaturamento de R$ 12,6 milhões. Nas regras da delação premiada, como pudemos acompanhar pela Operação Lava Jato, quem assina o acordo pode ter o perdão judicial ou reduzir em até 2/3 a pena. Para as investigações, o depoimento da delação pode entregar totalmente os esquemas envolvendo prefeitura e iniciativa privada, além de confirmar os nomes dos envolvidos no escândalo.

Na sexta-feira, dia 9, quatro das 16 pessoas presas foram libertadas ao final da prisão temporária. As empresárias Júlia Mantilla Rodrigues e Tereza Cristina Lopes da Silva, o empresário Johnson Dias Correa e a advogada Marina Zuely Alves Librandi aguardam o andamento do processo em liberdade, mas o Gaeco irá recorrer dessa determinação.

Vereadores

As investigações continuam a causar tumulto na Câmara dos Vereadores. Enquanto o ex-presidente da Câmara Walter Gomes tenta recorrer da decisão de suspender o seu mandato, por estar envolvido nas investigações, a atual presidente Viviane Alexandre (PSC) não convocou os suplentes para assumir os cargos vagos. Um parecer seria votado na semana passada, mas nada foi decidido.

Prefeita

Dárcy Vera deu depoimento na semana passada na Procuradoria em São Paulo por mais de 9 horas, mas nada foi divulgado sobre o teor do depoimento. Entretanto, Dárcy foi a São Paulo com uma mochila, com possíveis documentos para revelar as movimentações da prefeitura, e saiu de lá sem o objeto. A prefeita teve um mal estar durante o interrogatório, segundo nota divulgada.

De acordo com a Procuradoria, Dárcy deve prestar novo depoimento na tarde desta terça-feira (20).

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