Desencontro de informações ou sensacionalismo da imprensa?

(Foto: Rafael Carvalho / MEC)

(Foto: Rafael Carvalho / MEC)

 

Mais uma vez, o atual governo brasileiro foi personagem principal de mais uma polêmica para tentar “salvar a economia do país” em meio ao caos político. O então presidente Michel Temer, empossado após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, declarou esta semana que o ensino médio das escolas públicas passaria por mudanças (radicais) em seu sistema, para “flexibilizar” a carga horária de cada aluno.

O projeto “ousado” retiraria da grade curricular disciplinas como Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia. O fato repercutiu de forma bastante negativa nas redes sociais e Temer voltou a ser criticado até por aqueles que aprovaram o impeachment de Dilma.

O fato teve tamanha repercussão que o Ministério da Educação precisou vir a público se explicar de tal tomada de decisão. De acordo com o MEC, a grade curricular comum não terá mudanças como foram ditas pela imprensa, mas haverá uma flexibilização que só será possível em escolas de período integral.

Agora, fica a pergunta: o que foi divulgado na imprensa foi má interpretação do jornalista ou o ministério que recuou a suposta tomada de decisão? Fica a dúvida.

Confira a nota divulgada no site do Ministério da Educação:

Não haverá corte de nenhuma disciplina na proposta que o presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciaram na tarde desta quinta-feira, 22, para o Novo Ensino Médio, a maior mudança na educação nos últimos 20 anos, desde a Lei de Diretrizes e Base da Educação. A carga horária continuará sendo de 2.400 horas, sendo o limite máximo de 1.200 horas para a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). As demais 1.200 horas serão voltadas para o currículo flexível.

“Não está decretado o fim de nenhum conteúdo, de nenhuma disciplina. Do que a Base Nacional definir, todas elas serão obrigatórias na parte da Base Nacional Comum: artes, educação física, português, matemática, física, química. A Base Nacional Comum será obrigatória a todos. A diferença é que quando você faz as ênfases, você pode colocar somente os alunos que tenham interesse em seguir naquela área. Vamos inclusive privilegiar professores e alunos com a opção do aprofundamento”, explicou o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares, também presente ao evento.

O Novo Ensino Médio trata da oferta de uma alternativa de formação média de nível técnico e profissional. Nessa proposta, essa formação deverá ocorrer dentro do programa escolar regular, que hoje só é possível nas escolas de tempo integral. Com isso, será possível que os jovens continuem desenvolvendo as competências gerais que fazem parte da base comum e possam se dedicar a atividades de cunho mais prático e aplicado, desenvolvendo competências específicas em áreas profissionais, capacitando-os para o trabalho qualificado, sem impedir que eles possam continuar estudando em nível superior, em cursos tecnológicos e superiores, em uma etapa seguinte.

O requisito básico mais importante, além da parte comum da Base Nacional Curricular, é a exigência de um componente prático, na forma de atividades supervisionadas realizadas no setor produtivo ou em ambientes de simulação.

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