Investida de secretária deixa apresentadores calados por instantes em Ribeirão Preto

O Jornal da EPTV, afiliada da Globo na região de Ribeirão Preto (SP), realizou durante esta semana uma (brilhante) reportagem sobre as drogas nas ruas de Ribeirão. Vários casos foram mostrados para relatar os problemas encontrados por essas pessoas, muitas vezes moradores em estado de rua, que entram para o vício e dependência e não conseguem largar a droga.

A reportagem, apresentada pelo jornalista Alexandre Reis, investigou por dois meses a vida desses moradores, que estão situados em regiões de grande movimento do município, como o Centro da cidade, Vila Virgínia, Vila Tibério, Simioni e Quintino.

Na última parte desta reportagem, apresentada nesta sexta-feira (4) no jornal do meio-dia, a reportagem trouxe a secretária municipal de assistência social, Maria Sodré, para comentar sobre a situação. Ao lado de Alexandre, a jornalista Lucieli Dornelles questiona a secretária sobre todas as situações que acontecem e de como a secretaria exerce seu trabalho.

Em dado momento, Alexandre questiona a secretária sobre a ajuda dos assistentes, pois ele mesmo constatou em sua reportagem que muitos não recebem atendimento, pois não há nenhuma equipe assistencial que vá ao local. Sodré questiona e diz que no dia que a reportagem voltar a este local que é para ligar para assistência social, que ela mesmo vai se encarregar de ir com uma equipe ao local para prestar o atendimento. A resposta sucinta deixa os dois jornalistas em silêncio, e logo em seguida, Lucieli encerra a entrevista.

A ideia da reportagem é boa, se não caísse em uma certa mesmice. A produção foi excelente e o conteúdo de qualidade, mas esbarra em diversos obstáculos que não acontecem apenas em Ribeirão, mas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Em uma reportagem que fiz na época de faculdade, falando sobre os projetos criados para esses moradores, esbarrei na mesma dificuldade, pois não é qualquer morador que quer sair da rua ou queira ajuda, e eles preferem ficar na rua do que ser acolhido. O vício em drogas só piora o caso e só retarda o atendimento feito pelos assistentes.

Caso queira conferir a reportagem e os questionamentos feitos a secretária, segue o link da reportagem: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/jornal-da-eptv/videos/t/edicoes/v/traficantes-criam-pedra-de-crack-generica-para-evitar-prejuizo-nas-vendas/5426145/

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