Quando as pessoas parecem (ou fingem) não ver o óbvio

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As rebeliões nas penitenciárias de Manaus e Roraima abriram uma discussão sobre o sistema carcerário (precário) existente no Brasil. Atualmente, o sistema não funciona como deveria que, retirando os infratores das ruas, deveria reeduca-los para uma vivência em sociedade após cumprir a pena (ou parte dela, como acontece no Brasil).

No entanto, esse problema vem acontecendo durante diversas presidências no país, seja do governo do PSDB ou do PT. Não é de hoje que temos problemas em administrar os próprios fracassos, admiti-los em público e procurar uma maneira de consertá-los.

É o que acontece, por exemplo, com a declaração de Michel Temer, após três dias do massacre de Manaus, argumentando que o ocorrido foi um “acidente pavoroso”. Pior ainda, pelo meu ver, é acompanhar nessa internet de ninguém pessoas e jornalistas a ponto de defender, seja lá como for, a atitude de Temer como presidente do Brasil.

Foi o caso da jornalista Eliane Cantanhêde, que em sua coluna no jornal Estado de S.Paulo admitiu que Temer errou a falar que o ocorrido foi um “acidente”, mas que ao mesmo tempo não devemos culpá-lo por erros de outros governos e presidentes com a questão como o sistema prisional.

Ora Eliane, se tudo o que você disse sobre Temer em sua coluna é verdade – que ele assumiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo após o Massacre do Carandiru e que leva essa questão “a sério” – por que ele não fez algo enquanto vice-presidente “decorativo”? Por que ele não deu algum toque para Dilma e mostrou ao governo um problema que poderia estourar a qualquer momento? Por que ele não propôs fazer alguma coisa?

Digo mais: por que agora, como presidente, ele escolheu alguém para o Ministério da Justiça que não conhece os problemas do país? Como alguém pode assumir a cadeira de ministro e não conhecer 1% das mazelas deste país? Até onde sei, Manaus e Roraima ainda fazem parte do Brasil. Ainda.

Temer simplesmente não existiu enquanto vice-presidente, e agora muito menos como presidente. Enquanto o Brasil vai descendo ladeira abaixo, o “presidente” se preocupa com um edifício na Bahia, para fazer “agrados” para seus aliados.

Não tem como achar algo bom neste governo imposto após um impeachment. Definitivamente não tem.

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