Não precisamos conversar sobre Kéfera

(Foto: Reprodução)

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A youtuber Kéfera, que estava sumida por uns tempos de seu canal na internet, resolveu retornar com um vídeo falando sobre diversos assuntos, dentre eles sobre o calor (o vídeo foi gravado em Curitiba) e também sobre Deus, onde ela tratou Deus como um amigo, um parceiro da vida.

Entretanto, o que mais choveu de comentários contra a youtuber foi em uma frase, se referindo a criação de algumas mulheres, onde Kéfera disse que Deus fez elas enquanto se “satisfazia sexualmente”. Claro que a internet caiu matando em cima da atriz, falando que ela não devia falar daquele jeito sobre Deus e todas as coisas relacionadas a intolerância religiosa.

Neste redemoinho, algumas pessoas, partes deles youtubers também, saíram em defesa de Kéfera, e alguns dando ressalvas de que criadores de conteúdo, como eles, estão fadados a receberem críticas de opiniões divergentes as deles.

E é exatamente isso. Quando você está exposto, como o Youtube por exemplo, você está aberto a todos os tipos de comentários, sejam eles bons ou ruins, de coisas que você mesmo diz. Enquanto você expõe sua opinião em qualquer rede social, ou mesmo no Youtube, você será criticado, seja pelo lado bom ou ruim. Está é a lei de ação e reação, que está implícita em nosso dia a dia e alguns não percebem que existe.

Não precisamos falar da Kéfera, como todos estão achando. Ela mesmo já expôs seu gênero artístico, seu linguajar para seus fãs e de como ela trata assuntos do cotidiano (que foi o que rendeu likes e inscritos em seu canal). Estamos cansados de saber o tipo de humor utilizado pela youtuber, mas as pessoas parecem se ofender com cada coisa que ela fala.

A mídia em si cria um alvoroço desnecessário. Por ser conhecida, a imprensa abre portas para todos os tipos de comentários, e é neste ponto que eles querem chegar: a polêmica. O assunto estourou no meio midiático e da internet, e Kéfera recebeu diversos deslikes e críticas nos comentários do vídeo. Isso é resultado dessa mídia fervorosa e da intolerância religiosa que ainda temos no Brasil.

Isso não é novo, mas o assunto é tratado como se fosse uma grande novidade. E não é. Muitos falam absurdos sobre a religião (até mesmo em TV aberta) e não causam o mesmo alvoroço. Parem de achar coisas onde não tem e não polemizem assuntos tão banais como esse. Isso não é uma ofensa para Deus, que é justo, bondoso e amoroso. Isso é uma ofensa para você, para quem é religioso puro e contra qualquer coisa que vá de encontro a sua opinião.

Vamos cada um cuidar do próprio umbigo. Se a polêmica é grande, não foi ela que a criou, e sim quem compartilhou, descurtiu e criticou a youtuber. Não precisamos conversar sobre Kéfra.

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