O close errado da Jovem Pan

(Foto: Reprodução)

 

No último dia 17 de maio foi comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia, apontado como o início da ideia de que ser gay, lésbica, trans e todas as siglas possíveis, não são mais considerados doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Muitos meios de comunicação utilizaram o dia para promover campanhas publicitárias e ideias inteligentes para fortalecer a união destes povos e buscar uma maneira de evitar as mortes por homofobia. No entanto, a ideia da Rádio Jovem Pan não foi nem de longe inteligente.

A emissora de rádio subiu uma hashtag em suas redes sociais intitulado #MinhaUltimaMusica com os seguintes dizeres: a LGBTFOBIA mata uma pessoa por dia no Brasil. Se você fosse a próxima vítima, qual seria a última música que você pediria?”

A campanha pegou muito mal nas redes sociais e rádio recebeu inúmeras críticas após a publicação deste texto em seu Instagram, principalmente. Até a publicação deste texto, a campanha continua ativa e a emissora não se pronunciou sobre o caso.

O site “Meio e Mensagem” entrou em contato com a agência de publicidade Lew Lara/TBWA, responsável pela campanha, questionando sobre a repercussão negativa da campanha, e recebeu o seguinte retorno:

“O Brasil tem muitas estatísticas tristes. Infelizmente, uma delas é o assassinato de um LGBTI a cada 25 horas, nos colocando como o país que mais mata LGBTIs no mundo. A campanha tem como objetivo chamar a atenção das pessoas para essa estatística aterradora, trazendo o assunto para a pauta, fazendo as pessoas refletirem sobre o fato terrível de que um brasileiro morre diariamente apenas por causa de sua orientação sexual. Ao convidar no programa de rádio os ouvintes a – no lugar de pedirem a sua música favorita – pedirem a possível última música que ouviriam em vida, sugerimos uma reflexão delicada: todos nos imaginarmos como uma vítima dessa violência sem sentido.”

São esses tipos de coisas que não pegam bem quando uma emissora, mídia ou jornalista, que não entende do assunto, tenta defender uma causa. Por mais que a hashtag tenha uma boa intenção, pensar no suicídio no dia da campanha de combate a ele é algo a se pensar seriamente.

A campanha não é boa, a ideia foi de péssimo gosto e a tentativa de defender a diversidade foi a mais bizarra possível. Incrível como esse tipo de coisa ainda pode ser defendida no retorno dado pela agência. Simplesmente inacreditável.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.