Sexo frágil e machismo já são coisas ultrapassadas em nossa sociedade

(Foto: Reprodução)

A semana foi repleta de polêmicas envolvendo machismo, feminismo e tretas. A primeira polêmica foi a participação da youtuber e atriz Kéfera no Encontro da Fátima Bernardes. Em uma discussão sobre feminismo, a youtuber teve um “leve” atrito com um dos participantes da plateia, que discordou sobre a postura mostrada pelas mulheres feministas.

Muitos opinaram que Kéfera foi grossa e sem educação ao interromper o participante. Outros concordaram com sua postura e de como ela defendeu a causa. O rapaz em questão, de nome Wallace, depois se defendeu das críticas em suas redes sociais, e Kéfera rebateu os pensamentos dos haters.

(Foto: Reprodução)

O que vejo nessa situação é alguém querendo opinar sobre um assunto que não lhe compete. É difícil, por exemplo, uma pessoa opinar sobre os problemas dos negros sendo uma pessoa branca. Então, um homem não tem, na hipótese de que nunca tenha passado por esse tipo de preconceito, como opinar sobre o feminismo. Tivemos sim um caso de machismo e a youtuber não deixou por menos.

Muitos podem discordar de que homem não possa defender o feminismo, mas é importante salientar que o movimento surgiu na própria causa da mulher, em não ser mais inferior ao homem e ter seu espaço em sociedade. Podemos ter homens defendendo a causa, mas não explicando o que é feminismo.

Depois tivemos o caso da Ariana Grande. Ela se aproveitou de uma situação de treta entre Kanye West e Drake para divulgar sua nova música “Imagine”. Doído como sempre, Kanye acusou a cantora de oportunismo e atacou a artista, que revidou com alguns posts nas redes sociais.

(Foto: Reprodução)

Não podemos negar que a Ariana foi oportunista, mas não podemos deixar de lado as “aventuras” de West para promover seus álbuns anteriormente. Ainda temos fresco na memória a treta com Taylor Swift, registrada em músicas como “Famous”; e a treta com Jay-Z e Beyoncé, porque Kanye se sentiu “largado” após a parceria de Bey com Drake. É interessante ver que, quando a situação é inversa, a pessoa se machuca e reclama tanto como foi o caso do Kanye. Engraçado que ofender os outros é válido, mas ser ofendido é oportunismo.

O machismo nunca foi tão sexo frágil como agora. Todo homem que se presta a “machão” se dói com as causas LGBT, feminismo, política, dentre tantas coisas. Somos uma sociedade que deveria ser livre, sem preconceito, barreiras, mas a cada ano que passa, colocamos mais um tijolo nesse novo muro de Berlim.

PS.: nem vamos entrar no mérito da Nicki Minaj. As pessoas ficaram tão loucas que agressão virtual é válida e, quando chega alguém para defender, ela é massacrada. Os valores estão realmente invertidos.

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