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“Talk Me Down” mostra a dura realidade do mundo gay

Após assistir o vídeo “Talk Me Down, do cantor Troye Sivan”, que encerra uma série de três clipes que formaram o minifilme Blue Neighbourhood, analisei os comentários nas redes sociais, tanto os que falaram bem e tanto os que falaram mal, e me deparei com uma sequência de opiniões um tanto interessante: muitos gostariam de ter visto o final feliz no vídeo e criticaram um pouco o pequeno filme que foi melodramático demais e que deixou a desejar.

O cantor demonstrou o seu grande potencial com a música, e principalmente com a ideia dos clipes, desde o começo do EP Wild, que deu origem a essa sequência de vídeos. No entanto, desde o começo estamos vendo uma situação complicada, de um pai preconceituoso e alcoólatra que não aceita que o filho seja “diferente dos demais”. Ele tenta de todas as maneiras que seu filho se interesse pelo conserto de carros e barcos, pelas paqueras com as meninas, mas ao mesmo tempo vê a amizade de seu filho com Troye ser como uma ameaça a este sonho.

Em contrapartida, o vício do pai em bebida causa um certo clima com o filho durante a infância, mostrado em Wild, quando o progenitor conhece a família de Troye. O desenrolar da história acontece em momentos distintos de cada vídeo e o ápice é quando o pai sabe do envolvimento amoroso e sexual do filho com Troye. A riqueza de detalhes e principalmente a cena pesada da agressão entre pai e filho em Fools mostra que Sivan caminhou a todo o momento pelo lado certo da história.

O clipe de “Talk Me Down” só veio a dar um desfecho triste de uma história de amor gay que nunca se mostrou a dar certo. Por algum motivo não explicado o pai morre e o filho sente-se culpado por isso, onde acaba cometendo suicídio no final do vídeo.

Infelizmente, meus caros, essa é a realidade que, por muitas vezes, acontece. Todos pedem um final feliz para demonstrar que a felicidade em um casal do mesmo sexo realmente existe, mas a sociedade em si é muito preconceituosa em aprovar uma causa tão nobre quanto Troye demonstraria se finalizasse o minifilme com um happy ending. Por um momento, vimos a felicidade nos dois meninos, enquanto crianças, mas a inocência da infância não deixa transparecer os problemas causados pelos adultos. Foi isso que Troye escolheu para iniciar sua história, que termina de forma melancólica, mas retratada de maneira firme e brilhante.

 

 

O crescimento da música brasileira no mercado internacional

O cantor Zé Vito iniciou a carreira em 2006 e logo em seguida montou sua primeira banda com dois amigos, a Sobrado 112. Desde 2013, atua em carreira solo, quando lançou o álbum “Já Carregou”, gravado no Rio de Janeiro. Ribeirão-pretano, Zé Vito nos convida a uma análise sobre a música brasileira e internacional em entrevista exclusiva ao blog Senhor Show.

Senhor Show: Como você vê o mercado internacional da música atualmente?

Zé Vito: O mercado internacional é bem parecido com o brasileiro, porém tem mais espaço para bandas de vários países. A questão das línguas não é tanto um problema como é no Brasil. Os europeus, por exemplo, produzem muitos festivais de World Music, englobando artistas da África, Ásia, dentre outros, mas em muitos casos, os artistas tocam em pequenas casas, mas que tem boa estrutura para a realização dos shows.

S.S: Você pensa em se lançar na carreira internacional? Se já se lançou, como foi esse processo?

Z.V: Eu fiz uma viagem para a Itália em 2014. Realizei um pequeno show, participei de alguns programas de rádio, foi bem legal. Estou me programando para fazer shows do meu trabalho pela Europa em 2016. Tem que organizar tudo com muita antecedência.

S.S: O mercado brasileiro atual tem talentos que irão se consolidar ou são apenas “modinhas”? Por quê?

Z.V: O mercado brasileiro passa por um dos momentos mais difíceis da história. As gravadoras e os empresários só investem em quem conseguiu se destacar sozinho, e isso é muito difícil, uma vez que o Brasil tem uma cultura de enfiar música goela abaixo nas pessoas, como é feito pelo jabá, etc. A mídia só dá atenção a quem já tem um certo destaque. Perdemos os espaços para se mostrar gente nova e desconhecida, é cada um por si dentro do universo gigante que é a internet.

Podemos observar que quem mais consegue aparecer são os filhos dos grandes artistas do passado, e também quem tem influência para conseguir se destacar. Os artistas independentes só têm a internet para conseguir se divulgar, e esse espaço é cada vez mais concorrido.

Mas temos muitos talentos que vão se consolidar, sem dúvida. Muitos deles são colocados onde estão porque tem contatos, e talvez não consigam se sustentar.

S.S: Quem hoje, no mercado internacional, é sua grande inspiração?

Z.V: Difícil falar, mas eu gosto muito de Black Keys, do Jack White, Jorge Drexler, do Jose James, Keziah Jones… tem muita gente.

S.S: E seus planos para o futuro?

Z.V: Vou continuar a gravar meus discos, fazer meus shows, produzir bandas, tocar com os artistas. Hoje em dia, um músico tem que fazer de tudo, criar muito e nunca parar.

 

Talento e carisma de Adam Levine levam Maroon 5 ao topo do estrelato

A quem diga que a voz dele é diferente dos demais e que desagrade uma parte dos fãs de boa música. No entanto, a banda Maroon 5 conseguiu se estabilizar em um mercado extremamente concorrido, sem pecar nas músicas cansativas e apelações.

Para quem se lembra, a banda entrou para o mercado em 2002 estourando com os singles “This Love”, “Sunday Morning” e “She Will Be Loved”. Adam ganhava o público com sua voz aguda e constante cara de sério em todos os clipes. O álbum “Songs About Jane” chegou definitivamente para colocar o grupo em um patamar do nível de Red Hot Chili Peppers e System Of a Down, já reconhecidos no mercado naquela época.

Com algumas oscilações, a banda voltou aos holofotes em 2007 com o álbum “It Won’t Be Soon Before Long” e as dançantes “If I Never See Your Face Again”, parceria com a cantora Rihanna, e “Won’t Go Home Without You”. O vocalista Adam Levine já mostrava o potencial que o grupo tinha para se reinventar e mantinha sua figura no mercado para não deixar a banda voltar ao anonimato. Seu novo “estouro” aconteceu em 2010 com o CD “Hands All Over” e os singles “Misery”, “Runaway” e “Never Gonna Leave This Bed”. Adam começava a aparecer com mais frequência sem a banda e fazia as garotas (e alguns garotos também) suspirarem por seu carisma e beleza. O cantor começava sua aventura pelo “The Voice” e se mantinha mais presente do que nunca na TV mundial.

Em, 2012, mais um álbum de sucesso, “Overexposed” e mais parcerias de sucesso com o rapper Wiz Khalifa em “Payphone” e com a cantora – e também colega de trabalho de Adam no “The Voice” – Christina Aguilera. A grande jogada de Adam era sempre se manter nos noticiários. Pipocavam novidades tanto da possível carreira solo quanto com a Maroon 5.

O sucesso da Maroon 5 é ter um cantor sempre ligado no que é novidade e tendência no mundo artístico e sempre produzir com maestria ótimos materiais para a indústria da música. Em 2014, não foi diferente com o álbum “V” em apologia ao 5 no nome da banda. Pode-se dizer que é o melhor trabalho da banda, com singles que ficam na mente dos fãs e a redenção de críticos em admitir que o grupo tem talento para muitos anos. E Adam sabe ser polêmico em momentos estratégicos, como aparecer nu no clipe de “This Summer’s Gonna Hurt Like a Motherfucker”, lançado em 2015. Isso faz da Maroon 5 um sucesso de banda, que já no seu primeiro álbum ganhou um legado imenso de fãs.

 

 

Indústria “resgata” as grandes divas do pop

Vejo uma escassez de novas cantoras do mundo pop. Desde que Madonna, Tina Turner, Cher e tantas outras cantoras estouraram com suas carreiras, o circuito pop sempre foi renovado pelos sucessos e incentivo que a indústria musical tinha em cada época. Atualmente, contamos com Ariana Grande, Miley Cyrus e Taylor Swift que, mesmo com o sucesso que estão fazendo, ainda não chegaram no patamar dessas grandes cantoras.

Todos questionaram quando Lady Gaga resolveu aparecer, polemizar com seus figurinos exóticos e clipes ousados, apontada sempre como uma “cópia” de Madonna. No entanto, Gaga mostrou um outro lado ao adentrar no mundo do jazz e mostrar qualidade vocal sem necessitar de excentricidade. A rixa com Madonna nunca foi totalmente resolvida, ninguém sabe ao certo se as duas se gostam ou apenas se suportam.

Quem conseguiu superar essa leva de cantoras que ainda buscam marcar seu nome no estrelato foi Beyoncé. De um jeito simples, mas mostrando sempre o seu lado feminista e exaltando o poder e crescimento do mundo feminino, a cantora de “Single Ladies” sempre foi um caso à parte. A artista é sempre lembrada por artistas consagrados e chegou a dividir o palco com a própria Tina Turner e o astro do pop Michael Jackson. Mesmo casada com um dos mais poderosos cantores e empresários do ramo, Jay-Z, Beyoncé demonstra segurança e determinação quando está focada em um trabalho.

Até onde vejo, o mundo pop de hoje ainda procura o seu lugar. Com uma grande leva de novos artistas surgindo a cada momento, seja por programa de jovens talentos ou por ‘covers’ em vídeos na internet, o espaço está cada vez mais curto para que alguém possa crescer mais que todos e ter seu lugar garantido ao sol. O público pode não concordar, possa ser que alguém, em um futuro próximo, marque seu nome por completo no mundo da música, mas está cada vez mais difícil competir com esse mercado tão rápido e sem espaço para deslizes. Há sempre alguém na surdina esperando o momento certo para puxar o tapete.

Conclusão: artistas até então esquecidas do público como Janet Jackson, Mariah Carey e Gwen Stefani deram o ar de graça em momentos diferentes e se sobressaíram no amontoado de artistas que não sabem para que caminho seguir. Definitivamente não sei qual o melhor jeito de se resolver esse problema. Continuaremos a ver artistas estourando nas paradas, mas logo em seguida desaparecem dos holofotes e voltam para o anonimato.

 

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